quarta-feira, 16 de maio de 2018

Oficinas do Projeto Brincantes multiplicam as possibilidades da educação e diversão


O Projeto Brincantes, contemplado pelo FMIC (Fundo Municipal de Investimentos Culturais), apresenta entre suas atividades oficinas que instruem formas pedagógicas a quem desempenha algum tipo de trabalho com crianças em Campo Grande. Desde março e até maio, essas atividades são guiadas pela arte educadora Ramona Rodrigues.

Com materiais simples, muitos deles reaproveitados, como garrafas pet, latas, cordões de nylon e feltro, são feitos brinquedos como o barangandan arco-íris, corrupio, vai-e-vem, peças de Escravo de Jó, pião de CD e papel, telefone de lata, galinha de lata, cinco marias, pé-de-lata, bilboquê e bonecos, como os dedoches e bonecas Abayomi.


São apresentados exercícios de desinibição, liberação, sensibilização, aquecimento vocal e corporal, brincadeiras tradicionais, brincadeiras cantadas, jogos populares e contação de histórias. As oficinas de Criação e Confecção de Brinquedos e Bonecos e Brincadeiras Tradicionais, Cantigas de roda e Jogos Populares, são para professores e arte educadores se tornarem multiplicadores das mesmas, como explica Ramona.

“Se cada professor investir cinco minutos para fazer uma brincadeira, suas aulas com certeza serão mais produtivas e estimulantes, pois a pessoa seja criança ou adulto quando brinca desenvolve suas habilidades corporais e mentais, sem contar que ficam felizes e disponíveis para assimilar melhor qualquer que seja o conteúdo”, completa.



Multiplicadores

Chefe escoteira e fisioterapeuta, Dayana das Graças, 29 anos, convive e trabalha junto a crianças de sete a 10 anos, e ama atividades artísticas manuais. A combinação de interesses a fez querer saber um pouco mais sobre como enriquecer essa relação, além de exercitar a paciência e trazer de volta um pouco da sua criança interior.

“Na oficina vemos que, com calma e carinho, conseguimos fazer tudo bonitinho. Não tive muito estímulo a essas brincadeiras na minha infância e hoje vejo a falta que faz. Atividades desse tipo precisam ser estimuladas para as crianças de hoje, muitas delas imediatistas, fechadas”, diz, adicionando ainda que a troca de experiências com os outros participantes é outro ponto positivo.



Professora de crianças entre três e cinco anos, Rita Sant’ana, 31 anos, sabe bem como o aprendizado e diversão caminham juntos na infância. Educadora na rede pública de ensino, ela tem levado o que aprendeu na oficina para o espaço escolar, promovendo curiosidade, alegria e união dos pequenos.

“A possibilidade de fazer tantos brinquedos com pouco recurso é incrível. Além de serem muito mais acessíveis que um objeto eletrônico ou mais moderno, desenvolve a imaginação e é livre, cada um se sente especial sabendo que pode fazer sozinho, em casa, em família e com itens que iriam para o lixo, muitas vezes”, conta.

Avante, brincantes!

Ao final da oficina, cada participante confecciona e leva consigo a customizada maleta ‘vamos brincar!’, recheada com os objetos divertidos que aprenderam nas aulas e que, agora, podem ser aliados na educação e diversão de muitas crianças.